MC Tamanduás do Asfalto

Esta semana, fizemos um passeio até Congonhas e lá fomos recebidos pelo presidente do MC Tamanduás do Asfalto, Quintela.
Durante o passeio, Quintela nos apresentou a cidade e nos contou um pouco da historia do seu motoclube, que já esta a 20 anos navegando pelas estradas.

Quintela nasceu e foi criado em Belo Horizonte, se formou em química e aos 24 anos saiu para o mundo e nunca mais volta, para residir na capital.

Quando rapaz, já andava de moto, mas não conhecia o mundo do motociclismo, a vida segui seu fluxo, casou – se , teve filhos e a  moto ficou parada, se passaram 19 anos, ate que a vida tomou novos trajetos e ele se reencontrou com a motocicleta.

Seu filho sempre o acompanhava nos passeios e  foi fazendo em um desses  passeios,  que conheceu um evento do motociclista, na cidade  Santo Antônio do Monte, participou do evento  e ali nasceu o seu clube, o Mc Tamanduás do Asfalto, a principio para conseguir o troféu do evento, o nome escolhido foi por acaso, para homenagear a cidade onde residia na época, Itapecerica.

Logo providenciou os coletes e bandeiras do motoclube, feitos de forma bem artesanal, a gente não tinha vaidade, só queria rodar e fazer parte,  aos poucos foi conhecendo e compreendendo o que é ser um motociclista coletado e as responsabilidades de um motoclube.

Mc Tamanduás do Asfalto, conquistou novos integrantes, que seguem rodando e fazendo historia, Quintela vem acompanhando as mudanças do motociclismo durante estes 20 anos, não foram poucas,  vejo que muitas tradições se perderam com o passar dos anos.

 – Antigamente um integrante entrava em um restaurante ou um lugar qualquer e se lá estivesse um outro integrante de um motoclube, este  fazia questão de ir cumprimentar, hoje isso já não acontece assim com frequência.

 – Não tirávamos o colete por nada, teve uma vez que fui a um casamento de um amigo motociclista de terno e o colete por baixo e todos os outros motociclistas, presentes estavam da mesma forma, acabou a cerimonia e tiramos o terno, a alegria do noivo foi nos ver coletados, pediu logo que buscassem o seu.

Para encontrar os amigos, o motociclista precisava rodar, pegar estrada, ir para os eventos,  agora, vejo que muitos se encontram em point´s (bar) e não na estrada, vejo gente que nunca saiu daqui  e é respeitado no meio, isso me entristece um pouco.

Desde o dia em que coloquei o meu colete não tirei mais, o motociclismo esta sempre presente em minha vida e já me ajudou a superar momentos difíceis que passei.

Já rodei muito pelo nosso país, fui ate Natal percorrendo o litoral nordeste,  acompanhado do meu filho e de outros integrantes, uma viagem inesquecível e posso dizer que conheço bem a Minas Gerais e não me canso de rodar, hoje estou fechando as Estradas Reais e ainda quero conhecer a Serra do ria do Rastro, no Sul do país.

Levo o meu clube e o motociclismo em minha vida, já estive a frente dos eventos realizados em Congonhas, o evento que marcou a historia de muito motoclubes e motociclistas, hoje sigo divulgando a cultura do motociclismo no programa de radio Moto Rock 98,7 FM Congonhas.

O Tamanduás do Asfalto, nunca parou e vamos continuar rodando e levando o velho e bom motociclismo, fazendo e revendo novos amigos.

Quintela e sua Drag star, a Nervosa.

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